Após um novo ciclone extratropical se formar na costa do Rio Grande do Sul entre terça e quarta-feira (27) na costa gaúcha, o fenômeno se afasta em direção ao alto-mar e seguirá influenciando o tempo no Sul do país. Fortes rajadas de vento devem incidir sobre o estado ao longo desta quarta, especialmente na Região Metropolitana e no Litoral, mas o volume de chuva esperado reduzirá significativamente, apesar da possibilidade de queda de granizo.
O ciclone que se formou nas primeiras horas desta quarta foi gerado a partir da ação de uma área de baixa pressão sobre o Oceano Atlântico, a mesma que havia provocado a grande instabilidade que atingiu o estado na terça-feira (26), de acordo com a Climatempo.
Contudo, esse ciclone não aumentará o volume de chuva que cairá sobre o estado, já que estará consideravelmente afastado do território gaúcho – em Santa Catarina e no Paraná, contudo, ele reforçará áreas de instabilidade.
Porém, a passagem do ciclone pelo Oceano Atlântico aumentará a incidência dos ventos sobre o estado, especialmente no Litoral e na Região Metropolitana. A presença do vento pode, inclusive, influenciar o represamento da água no Guaíba, que ameaça alcançar a cota de inundação na Capital.
"Durante a quarta-feira, a gente deve ter a mudança nos ventos de direção sul. Ou seja, vai haver um represamento das águas do Guaíba e isso pode acentuar a situação de transbordamento dos rios e aumento da cota do Guaíba na Grande Porto Alegre", disse o meteorologista Marcelo Schneider, coordenador do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Com a influência das rajadas, que podem chegar a 80 km/h no Litoral, o estado deve registrar temperaturas mais baixas. Em Porto Alegre, por exemplo, as máximas não devem ultrapassar os 17ºC.
A chuva segue caindo em diversas regiões, embora com volumes menos expressivos.
Ainda há possibilidade de queda de granizo em todo estado, exceto pela Fronteira Oeste e pela Campanha, onde o tempo ficará estável já durante a manhã.
Na Capital, por exemplo, são esperados 10 milímetros – consideravelmente abaixo dos mais de 45 milímetros que caíram até o início da noite da terça-feira. Há possibilidade de pancadas de chuva intercaladas com momentos de estabilidade até o fim da tarde, quando o tempo ficará firme. A média histórica para a chuva em setembro em Porto Alegre é de 141,5 milímetros e o atual mês já é o mais chuvoso da história porto-alegrense desde o início dos registros do Inmet.