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Médico alerta sobre risco de infecção conjunta de Covid-19 e dengue: pode ser letal

Em meio a alta de casos, infectologista aponta existência de subnotificação de Covid-19 neste ano e reforça a necessidade de retomada da rotina de testes clínicos em hospitais

Publicada em 04/03/2024 as 07:54h por Por Claudia Assencio, g1 Piracicaba e Região
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 (Foto: Reprodução)

Os pacientes que tiveram diagnósticos seguidos ou simultâneos de dengue e Covid-19 correm riscos de desenvolverem quadros severos e de maior chance de letalidade, principalmente idosos e pessoas com doenças crônicas. Esse é o alerta do médico responsável pelo Instituto de Vacinação e Infectologia de Piracicaba (SP), Hamilton Bonilha.

 

Em entrevista, o infectologista aponta possibilidade de subnotificação de casos de Covid-19 neste ano e reforça a necessidade de retomada da rotina de testes clínicos, principalmente após período de férias e de carnaval, quando as pessoas tendem a se aglomerar mais.

 

"A sintomatologia de dengue, até em pessoas mais jovens, tem sido muito intensa. Por isso, imagine, no caso de pessoas com mais idade, em que a letalidade costuma ser maior. Com o organismo comprometido, a imunidade vai cair e, se tiver Covid-19 associado, será um quadro muito mais grave", explica.

 

Com mais de 1.7 mil casos de dengue, Piracicaba (SP) vive aumento de casos da doença, como também é verificado em todo país. O cenário, porém, se torna mais agravante na cidade, diante do retorno de positivações para Covid-19 e alta de internações em decorrência do vírus.

 

 

 

 

Covid-19

 

Em relação aos casos de Covid-19, a Secretaria de Saúde de Piracicaba registrava 774 confirmações da doença e nenhuma morte. A cidade teve média de uma hospitalização por Covid-19 em fevereiro deste ano.

 

"O surto de dengue, que estamos tendo na região, juntamente com o aumento dos casos da COVID 19, que pode ter impacto na queda da imunidade e ser um fator de agravamento para o indivíduo que as adquire conjuntamente, principalmente em idosos. Portanto, ações preventivas são fundamentais para reduzir desfechos desfavoráveis dessas doenças", adverte.

 

 

 

 

Subnotificação e desinformação

 

Hamilton Bonilha elenca os fatores que justificam a ausência de estatísticas que, de fato, representem a realidade o cenário atual.

 

"Pela prática clínica diária, acredito que estejamos vivenciando um aumento no número de casos da Covid-19, provavelmente, devido ao Carnaval. O número pode não ser tão expressivo como os anos anteriores. Com certeza, existe subnotificação dos casos. Isso é fruto da dificuldade na notificação, de autotestes e da não realização rotineira dos exames em algumas instituições de saúde", observa Bonilha.

 

Outro fato apontado pelo infectologista é a baixa adesão à vacinação e resistência da população em completar o esquema de imunização.

 

Segundo o médico, a desinformação sobre a eficácia e importância da imunização colabora com a propagação da doença.

 

"Muito disso ocorre pela desinformação que leva a desconfiança, principalmente no que se refere à vacina bivalente e seus reforços que aumenta a resposta da imunidade e reduz a suscetibilidade, protegendo contra a variante ômicron e suas subvariantes", explica Bonilha.

 

 

 

 

Adesão à vacina 

 

Entre as recomendações para se proteger contra a Covid-19 atualmente, a principal é tomar as doses de reforço da vacina, especialmente a bivalente, que oferece cobertura contra a variante que atualmente circula na cidade, a ômicron.




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