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Brasil tem alta da Covid em onda que deve durar até 6 semanas; veja risco de nova variante e como se proteger

Taxa de testes positivos para o vírus Sars-Cov-2 dobrou tanto no relatório da Abramed e quanto no do Instituto Todos pela Saúde (ITpS). Alta é associada à Éris, uma subvariante da Ômicron que é monitorada pela OMS

Publicada em 31/08/2023 as 07:54h por Por Roberto Peixoto, Júlia Putini, g1
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 (Foto: Arquivo/NIAID-RML via AP)

A taxa de testes positivos para Covid 19 aumentou no Brasil nas primeiras semanas de agosto, segundo dois relatórios independentes divulgados na quarta-feira (30). A alta em ambos os levantamentos é da ordem de 7 pontos percentuais, que representou o dobro de pessoas que testaram positivo para o vírus Sars-Cov-2.

 

ENTENDA O CENÁRIO: O aumento ocorre diante de um cenário distinto do já verificado em momentos anteriores da pandemia:

 

  1.  
  2. - Variante: OMS monitora o aumento da circulação da Éris, uma subvariante da Ômicron, que é um dos fatores apontados por especialistas para o aumento dos casos;
  3.  
  4. - Gravidade: Apesar de mais transmissível, a Éris não está associada a casos mais graves ou mortes; para a OMS, ela é uma "variante de interesse", grau inferior ao das "variantes de preocupação".
  5.  
  6. - Vacinação: Brasil enfrenta a sazonalidade dos casos com maioria da população já tendo tomado as doses básicas da vacina, mas o reforço da vacina bivalente só foi aplicado em 15% do público-alvo.
  7.  
  8. - Grupos vulneráveis: pessoas imunossuprimidas (com baixa imunidade, seja por doenças ou por transplante) devem redobrar o cuidado com aglomerações e sempre manter o uso de máscaras.
  9.  
  10. - Duração da onda: na avaliação de Alberto Chebabo, presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, a atual onda da Covid deve durar entre 4 a 6 semanas.
  11.  

     

     

    Levantamento dos testes positivos

     

     

    O aumento dos casos foi reportado por duas entidades. Um dos levantamentos é da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), que representa laboratórios e clínicas privadas:

     

    • de 6,3% (29 de julho a 4 de agosto) para 13,8% (em 12 a 18 de agosto)

     

     

    "Possivelmente, sim, existe relação com a nova variante que demonstrou ser muito transmissível, embora, ela não traga quadros muito graves das pessoas que são infectadas", afirma Wilson Shcolnik · Presidente do Conselho de Administração (Abramed).

     

    Outra fonte é o Instituto Todos pela Saúde (ITpS), que analisa dados dos laboratórios Dasa, DB Molecular, Fleury, Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), Hilab, HLAGyn e Sabin:

     

    •  
    • - de 7% para 15,3% entre as semanas encerradas em 22 de julho e 19 de agosto

     

     

    - Segundo o ITpS, os percentuais mais elevados são observados nas faixas etárias de 49 a 59 anos (21,4%) e acima de 80 anos (20,9%).

     

    - Conforme mostra o infográfico abaixo, a atual taxa de 15,3% é inferior ao que foi visto até mesmo em dezembro do ano passado, quando os números chegaram a 38%.

     

     

     

    Sars-Cov-2, um vírus que coexiste

     

     

    A infectologista Carla Kobayashi afirma que é preciso considerar que o vírus da Covid vai "coexistir" como um vírus respiratório entre aproximadamente outros 20 que nos acometem sazonalmente. Ela afirma que o cenário hoje é muito diferente do visto no início da pandemia graças à vacinação, à imunidade adquirida e a evolução do vírus, que mudou para ser menos letal e mais transmissível.

     

    "Acaba que é possível ter aquele aumento do número de casos pela sazonalidade do vírus, pela coexistência de ser um vírus respiratório circulando e causando as infecções (mais leves ou mesmo mais severas) Você pode ter uma pneumonia ainda pelo Covid ou pode ter só sintomas gripais", explica Kobayashi, afirmando que a gravidade do quadro depende da situação de cada pessoa.



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