Na última semana começou a tramitar, na Câmara Municipal de Porto Alegre, um projeto de lei que libera as pistas públicas de skate para a prática de outras modalidades de esportes radicais de pista. A proposta surgiu após o recente e injustificável caso de agressão da Guarda Municipal a um ciclista de BMX.
No episódio em questão, Vinícius de Barros foi detido, atingido por um disparo de taser e algemado. Além de ter a bicicleta apreendida e ser levado a uma delegacia de Polícia, de onde acabou liberado pela Polícia Civil. A abordagem indevida teria ocorrido após o atleta utilizar, com uma bicicleta, a pista de skate da orla do Guaíba - o que não é permitido pela municipalidade.
Apesar de ser apenas um projeto de lei, o debate e a intenção de mudar esta realidade são urgentes, uma vez que a segregação de uso, entre as modalidades de esportes radicais, é negativa para toda a sociedade. Imaginem um pump track com proibição de uso por skatistas e patinadores! Ciclista nenhum defenderia isso.
Em São Paulo, desde o ano passado tramita um projeto de lei de autoria da cicloativista Renata Falzoni, padronizando o uso das pistas públicas para prática de esportes radicais e viabilizando o compartilhamento entre todas as modalidades. O BMX e todas as modalidades de pista necessitam de mais incentivos e espaços para sua prática - e não de repressão e proibição.
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