A ida de Eduardo Bolsonaro aos Estados Unidos pode livrá-lo de um processo no Supremo Tribunal Federal (STF). Trata-se de uma queixa-crime por difamação e injúria contra uma apresentadora de uma rádio baiana conservadora.
Vanessa Moreira acusa o deputado de atacar sua honra em um “exposed” feito por ele em suas redes sociais, em publicação que estremeceu o PL na Bahia. Nela, o Zero Três afirmou que a apresentadora é dona de empresas que receberam R$ 2 milhões em repasses do partido por meio do deputado estadual Diego Castro. O post também mirava Dra. Raíssa Soares, candidata da sigla ao Senado em 2022.
Eduardo se indignou com críticas feitas a Jair Bolsonaro, chamado de “cadela” pela apresentadora. Ela também se referiu ao deputado como “bananinha”.
Agora, o relator Cristiano Zanin determinou que a apresentadora deve fornecer o endereço atualizado de Eduardo, sob pena de perder o direito de prosseguir com a ação.
Diz o despacho:
“Tendo em vista a notória informação de que o requerido se encontra, no momento, por prazo indeterminado, em território estrangeiro, intime-se a querelante para que se manifeste acerca de seu interesse no feito”.
Cartões
A esposa de Eduardo Bolsonaro, Heloísa Bolsonaro, publicou nas redes sociais na última segunda (31), uma foto de um cartão de boas-vindas feito por ela para apresentar toda a família aos novos vizinhos nos Estados Unidos.
“Imprimi alguns cartões, assei pães de queijo e fomos todos pessoalmente entregar para os vizinhos”, contou.
Heloísa ainda comemorou o fato de poderem viver como “desconhecidos” em outro lugar. “Isso de ser apenas uma família comum, que ninguém conhece, é gostoso demais”, afirmou.
O cartão possui uma foto da família completa, Heloísa, Eduardo e as crianças, Geórgia e Jair Henrique, acompanhada da frase: “Somos seus novos vizinhos. Os Bolsonaro’s.”
Os quatro foram morar nos Estados Unidos após Eduardo se tornar alvo de uma ação para a apreensão de seu passaporte. No dia 27 de fevereiro, data que Eduardo Bolsonaro embarcou para os EUA, o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) pediu para PGR (Procuradoria-geral da República), que o documento do filho do ex-presidente fosse recolhido por crimes contra a soberania e as instituições brasileiras.
No último dia 18, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou contrariamente ao pedido do PT. Segundo ele, a solicitação não apresenta elementos mínimos que justifiquem a abertura de uma investigação.
No mesmo dia, o deputado federal pediu licença do mandato na Câmara dos Deputados para viver nos Estados Unidos.