Redes Sociais

Encontre o que deseja

NO AR

De Boa na Cidade com Ivan Ricardo

    Política

Deputado Afonso Motta exonera assessor alvo da PF por supostos desvios de emendas da saúde

PF identificou contrato de propina que previa comissão de 6% para empresa que intermediava repasse de emendas a hospital no RS. Deputado é citado, mas não foi alvo da operação

Publicada em 19/02/2025 as 07:08h por Por Kevin Lima, g1 ? Brasília
Compartilhe
   
Link da Notícia:
 (Foto: Reprodução)

O deputado Afonso Motta (PDT-RS) demitiu na terça-feira (18) o chefe de gabinete Lino Furtado – alvo de buscas na última semana em uma operação da Polícia Federal contra suposto pagamento de propina em emendas parlamentares na área de saúde.

 

 

A exoneração deve ser publicada no Diário Oficial ao longo do dia, mas o sistema da Câmara já considera a segunda (17) como o último dia de atividade de Furtado.

 

 

A reportagem teve acesso ao documento protocolado por Motta – que determina, inclusive, a devolução de itens como crachá, cartão do veículo, chaves do gabinete e livros emprestados da Biblioteca da Câmara.

 

 

A operação, intitulada EmendaFest, investiga um esquema que teria direcionado verbas ao Hospital Ana Nery, em Santa Cruz do Sul (RS), em troca de uma comissão de 6% sobre os valores repassados.

 

 

Segundo os investigadores, a empresa ACF Intermediações, de Cliver Fiegenbaum, atuava como intermediária para garantir o envio das emendas, repassando parte dos recursos aos envolvidos.

 

 

Motta é citado no inquérito, mas não foi alvo da operação – a PF ainda investiga se ele tinha conhecimento do suposto esquema. Nilo Furtado e outros suspeitos foram alvos de buscas.

 

 

A decisão assinada por Flávio Dino afirma que a representação da PF descreve o esquema criminoso "ao longo de mais de 100 páginas", incluindo prints de conversas e o tal "contrato da propina".

 

 

"[...] aponta a autoridade policial a existência de uma organização criminosa que direcionava emendas parlamentares e se apropriava de parte desses recursos públicos", diz o despacho.

 

 

Segundo a investigação, o grupo agia para destinar emendas parlamentares ao Hospital Ana Nery, de Santa Cruz do Sul (RS) – mas, em troca, cobrava um percentual dos valores repassados à instituição.

 

 

Conversas sobre esse repasse, segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), foram encontradas no celular do lobista Cliver Fiegenbaum.

 

 

A empresa dele, ACF Intermediações, foi contratada pelo hospital para viabilizar o envio dessas emendas. A comissão de 6%, segundo a PGR, constituiria uma vantagem indevida.

 

 

 

 

 

 

 

Segundo a PGR, há indícios na investigação de que:

 

 

as emendas foram efetivamente enviadas ao Hospital Ana Nery;

 

 

a unidade de saúde realizou pagamentos a uma empresa no nome de Cliver Fiegenbaum.

 




Nosso Whatsapp

 

Visitas: 3758401 | Usuários Online: 36

Copyright © 2019 - Grupo Cidade de Comunicação - Todos os direitos reservados