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Relatório do FBI diz que o advogado Frederick Wassef recomprou relógio Rolex dado a Bolsonaro com dinheiro vivo

Documento recebido pela PF contradiz versão apresentada por ex-advogado da família Bolsonaro às autoridades

Publicada em 26/11/2023 as 10:39h por Redação O Sul
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 (Foto: Reprodução)

Desde o começo do ano, a Polícia Federal apura irregularidades no recebimento e na venda de presentes recebidos por Bolsonaro enquanto ocupava a Presidência Jair Bolsonaro (PL) pelo advogado Frederick Wassef. A transação teria ocorrido em dinheiro vivo a mando do general Mauro Lourena Cid, pai de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência.

 

 

O relatório desmente a versão apresentada pelo aliado da família à Polícia Federal em depoimentos prestados em agosto sobre o caso. Na ocasião, Wassef admitiu ter ido aos Estados Unidos para tentar reaver o relógio Rolex recebido por Bolsonaro, mas negou ter ido a mando de Cid. Logo após a confissão, o advogado foi alvo de mandado de busca e apreensão e teve dois celulares retidos pela PF.

 

 

Em nota, Wassef disse que a informação é “falsa e mentirosa” e que a autoridade americana não descobriu “nada de novo” e que teria reforçado apenas o que teria dito à PF “meses atrás”, de que teria comprado o Rolex. Desde que o caso veio à tona, Bolsonaro e seu entorno divulgaram uma série de versões sobre compra, venda e o recebimento das remessas de joias.

 

 

Os documentos recebidos pela Polícia Federal fazem parte da primeira remessa de documentos enviados pelo FBI às autoridades brasileiras sobre o caso, em acordo de colaboração internacional.

 

 

Uma equipe da PF deve embarcar para os Estados Unidos em uma próxima etapa para fazer diligências em campo. Pela parceria, também será possível ouvir depoimentos, reunir informações de quebras de sigilo de contas no exterior e ter acesso a dados de imóveis dos alvos.

 

 

Desde o começo do ano, a Polícia Federal apura irregularidades no recebimento e na venda de presentes recebidos por Bolsonaro enquanto ocupava a Presidência. Além do relógio Rolex recebido por autoridades sauditas, o ex-presidente também recebeu um relógio Patek Philippe, do governo do Bahrein. Juntas, as joias foram vendidas por US$ 68 mil, equivalente a pouco menos de R$ 347 mil na cotação da época, de acordo com a PF.

 

 

Através do então ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, ele recebeu cinco itens da marca Chopard do governo saudita, ainda em 2021: uma caneta, um anel, um par de abotoaduras, um rosário árabe e um relógio.

 

 

 

 

 

Celulares

 

Os quatro celulares de Frederick Wassef apreendidos pela Polícia Federal contêm conversas com o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência, e o chefe da Secretaria de Comunicaçao da Presidência e hoje integrante da equipe de defensores de Bolsonaro, Fábio Wajngarten.

 

 

Segundo pessoas que tiveram acesso ao conteúdo dos telefones de Wassef, as conversas com Cid eram as menos frequentes e se limitaram a “questões de logística” e orientações sobre como recuperar o rolex recomprado pelo advogado nos Estados Unidos. Wassef admitiu que recomprou, por US$ 50 mil, o relógio vendido irregularmente por assessores de Jair Bolsonaro.




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