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Os apuros de Carla Zambelli: acusada de envolvimento na invasão dos sistemas do CNJ, a deputada federal, já enfrentando processo na Câmara que pode custar seu mandato, foi alvo de ação da Polícia Federal

Zambelli admitiu ter contratado os serviços do hacker, mas para trabalhos do seu site pessoal

Publicada em 04/08/2023 as 07:45h por Redação O Sul
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 (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

A deputada Carla Zambelli (PL-SP) foi alvo, nesta semana, de ação da Polícia Federal (PF) para cumprir mandados de busca e apreensão em quatro endereços ligados à parlamentar. Ela é suspeita de envolvimento na invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A mesma medida, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), levou para a cadeia o hacker Walter Delgatti Neto, conhecido por invadir os celulares do então juiz Sergio Moro, hoje senador pelo União-PR, e de procuradores da Lava-Jato.

De acordo com a PF, a operação, chamada 3FA, tem como objetivo esclarecer a invasão dos sistemas do CNJ e a inserção de documentos e alvarás de soltura falsos no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP).

Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva no estado de São Paulo e três mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, além de análise do material apreendido.

Ainda segundo a PF, os crimes apurados ocorreram entre 4 e 6 de janeiro deste ano, quando teriam sido inseridos no sistema do CNJ e, possivelmente, de outros tribunais do Brasil, 11 alvarás de soltura de indivíduos presos por motivos diversos e um mandado de prisão falso contra Moraes.

Em julho, Delgatti Neto disse, em depoimento à PF, que Zambelli pediu para que ele invadisse as urnas eletrônicas ou a conta de e-mail e telefone de Moraes.

Em um dos trechos do depoimento, Delgatti Neto também afirmou que se encontrou com o então presidente Jair Bolsonaro no Palácio da Alvorada. Ele declarou que ouviu do, à época, chefe do Executivo se poderia invadir a urna eletrônica. A solicitação, segundo o hacker, não avançou, pois, para acessar os equipamentos eletrônicos, ele teria de ir à sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), já que as urnas de votação não são conectadas à internet.

Sigilo

Além das ações de busca e apreensão e da prisão, Moraes determinou a quebra de sigilo bancário de Zambelli e Delgatti Neto. A decisão também atinge os assessores da deputada Renan Cesar Silva Goulart e Jean Hernani Guimarães e a empresa do hacker, a Delgatti Desenvolvimento de Sistemas.

Moraes ainda ressaltou que as “instituições financeiras envolvidas encaminhem os dados bancários via rede mundial de computadores”.

O ministro ordenou também a apreensão de celulares, tablets e computadores, bem como armas, munições e quantias acima de R$ 10 mil, eventualmente encontradas nos endereços e veículos ligados à parlamentar.

Na decisão, o magistrado estabelece o afastamento do sigilo bancário de “todos os bens, direitos e valores mantidos em instituições financeiras, no período de 01/06/2022 a 01/06/2023, pelas pessoas físicas e jurídicas relacionadas a seguir, diretamente ou por seus representantes legais, responsáveis ou procuradores, de forma individualizada ou em conjunto com outras pessoas”.

Pelo Twitter, o ministro da Justiça, Flávio Dino, disse que os mandados judiciais são relativos a invasões ou tentativas de invasões de sistemas informatizados do Poder Judiciário da União, no contexto dos ataques às instituições.




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