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Empresário é preso após matar morador de rua, amputar dedo e simular a própria morte em SC

Segundo a Polícia Civil, o homem é investigado por estelionato em outro inquérito e teria aplicado golpes em clientes de sua empresa de placas de energia solar. A investigação aponta que ele tentou forjar o próprio homicídio por uma questão financeir

Publicada em 01/03/2025 as 06:42h por Por Sofia Mayer, g1 SC
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 (Foto: Reprodução)

Um empresário de 41 anos foi preso na sexta-feira (28) suspeito de simular o próprio desaparecimento e, depois, tentar forjar sua morte duas vezes, além de armar uma sessão de tortura contra si mesmo, segundo a Polícia Civil. Os crimes foram registrados em São Cristóvão do Sul, na Serra de Santa Catarina. Um cúmplice de 38 anos também foi detido. A participação dele não foi detalhada.

 

 

O delegado Fabiano Toniazzo informou que um homem em situação de rua foi assassinado em uma das simulações. O empresário, identificado como Edilson Peter, também cortou parte do próprio dedo e arrancou dois de seus dentes ao forjar ser vítima de um crime de tortura.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Entenda

 

 

O homem, segundo a Polícia Civil, é investigado por estelionato em outro inquérito policial e teria aplicado golpes em clientes de sua empresa de placas de energia solar. O delegado aponta que ele tentou forjar o próprio homicídio por questões financeiras.

 

 

"A empresa dele vendia placas solares. E ele na?o pagava os fornecedores, os fabricantes das placas solares, e vendia aquelas fazendas de energia solar. Ele vendia e tambe?m na?o entregava para os clientes que pagavam as placas", comenta.

 

 

A investigação da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Curitibanos segue em andamento, mas já apontou a seguinte linha do tempo:

 

 

12 de fevereiro: o suposto desaparecimento do empresário foi comunicado, e as investigações começaram;

 

 

15 de fevereiro: a caminhonete do empresário foi localizada queimada, com um corpo totalmente carbonizado em seu interior. Com isso, as investigações passaram a apontar que ele teria sido vítima de homicídio.

 

 

Logo depois, o empresário percebeu que o corpo passaria por exame de DNA e que a simulação não funcionaria. Por isso, tentou forjar novamente sua morte - dessa vez, disseminando um vídeo em que aparecia sendo supostamente torturado;

 

 

O corpo encontrado dentro do veículo foi identificado como sendo de um homem que vivia em situação de rua. O empresário e o cúmplice são suspeitos da morte.

 

 

 

 

 

 

 

Pessoas chegaram a divulgar sobre o suposto desaparecimento do empresário na web — Foto: Redes sociais/ Reprodução

Pessoas chegaram a divulgar sobre o suposto desaparecimento do empresário na web — Foto: Redes sociais/ Reprodução

 

 

 

 

 

 

 

 

Simulação de tortura

 

 

Os supostos sequestradores fizeram contato com familiares do empresário e com portais de notícias locais enviando a eles vídeos de uma suposta prática de tortura contra Edilson.

 

 

Nas imagens, segundo o delegado, parte de um dedo do empresário aparece sendo amputado.

 

 

"O vídeo e? cortado, e em um segundo vídeo, aparecem pneus e galhos sendo queimados com combustível. Claro que não da? para ver se tem um corpo embaixo, e a gente sabe que não tem", informou.

 

 

Na mesma noite da divulgação dos vídeos, uma garrafa com o pedaço do dedo e dois dentes foi arremessada contra a casa da namorada do empresário, segundo a Polícia Civil.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mudança da linha de investigação

 

 

Com os novos acontecimentos, a Polícia Civil confirmou a suspeita de que o corpo que havia sido encontrado no carro em 15 de fevereiro não era do empresário.

 

 

Assim, agentes da DIC passaram a buscar por desaparecidos na região, e chegaram à conclusão de que o corpo era do morador de rua Vanderlei Weschenfelder, de 59 anos, cujo desaparecimento foi comunicado por familiares no mesmo período.

 

 

Paralelamente a isso, a polícia identificou a unidade de saúde que o empresário buscou atendimento para suturar o dedo amputado, sendo reconhecido por testemunhas do local.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Buscas

 

 

O empresário e o cúmplice foram localizados em Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina, após a polícia pedir pela prisão preventiva dos dois e pela busca e apreensão nos endereços.

 

 

Eles ficaram em silêncio durante o interrogatório e foram encaminhados ao sistema prisional. O nome do comparsa, que já cumpriu pena por homicídios, não foi divulgado.




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