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MPF deve investigar suposto veto a enredos sobre negros e LGBTQIA+ no Carnaval de Canoas

Exigência teria sido imposta em reunião com o novo secretário de Cultura da cidade. Prefeitura afirma que se colocou à disposição para apoiar a realização das festividades e que preza pela liberdade

Publicada em 22/02/2025 as 06:32h por Por Gustavo Foster, g1 RS
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 (Foto: Reprodução)

O Ministério Público Federal (MPF) deve apurar a denúncia de escolas de samba de Canoas, na Região Metropolitana, de suposta proibição da prefeitura a "enredos sobre temas de religiões de matriz africana, negros e comunidade LGBTQIA+".

 

 

A Associação das Escolas de Samba de Canoas (AESC) afirma que o secretário de Cultura da cidade, Pinheiro Neto, condicionou a liberação de um espaço para os desfiles de Carnaval na cidade caso não houvesse enredos com essas temáticas.

 

 

De acordo com o MPF, a Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão no RS encaminhou ofício ao Município de Canoas, à Associação das Escolas de Samba de Canoas e à Federação Nacional das Escolas de Samba pedindo mais informações sobre a reunião.

 

 

A prefeitura de Canoas, por nota, afirma que "se colocou à disposição para apoiar a realização das festividades com a cedência do Parque Esportivo Eduardo Gomes" e que "preza pela liberdade, o que inclui a livre manifestação artística, cultural e religiosa no Carnaval".

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Relembre o caso

 

 

De acordo com o vice-presidente da AESC, a determinação aconteceu durante uma reunião em 29 de janeiro, no gabinete da Secretário Municipal de Cultura e Turismo da cidade da Região Metropolitana de Porto Alegre, dias após a posse do prefeito eleito Airton Souza (PL).

 

 

Segundo Daniel Scott, vice-presidente e diretor de Carnaval da AESC, a reunião em que houve a suposta exigência do secretário de Cultura aconteceu para tratar, inicialmente, sobre o financiamento dos desfiles.

 

 

"Foi quando ele fez essa exigência, de que ia ficar muito difícil aceitar enredos que fossem relacionados a religiões afro, orixás, povo negro, movimento LGBTQIA+", afirma Scott.

 

 

Ainda de acordo com Scott, a entidade seguiu buscando maneiras alternativas de financiar os desfiles após a reunião.

 

 

Na última terça-feira (18), em entrevista a um portal de notícias local, o secretário de Cultura da cidade afirmou que Canoas não terá desfiles de Carnaval em 2025 na cidade.

 

 

Scott diz que, depois da entrevista, voltou a entrar em contato com a prefeitura para solicitar que um espaço da cidade fosse cedido para a realização dos desfiles, mesmo que não houvesse financiamento da prefeitura.

 

 

Em nota, a Federação Nacional das Escolas de Samba tratou o caso como "preconceito e intolerância religiosa" e se colocou à disposição para "formalizar uma denúncia no Ministério Público".

 

 

 

 




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