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Polícia indicia 41 médicos do Samu por descumprir jornadas de trabalho no RS; médica deixava garrafa sobre teclado para fingir que estava trabalhando

A cada 100 horas de trabalho contratadas pelo estado, os médicos especialistas não cumpriam 60, mas recebiam salários integrais. Uma médica responsabilizada usava garrafa para manter as teclas pressionadas para o computador não desligar e o sistema n

Publicada em 04/10/2024 as 06:44h por Por g1 RS e RBS TV
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 (Foto: Reprodução)

A Polícia Civil indiciou 41 médicos da Central do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Porto Alegre que eram investigados por descumprir jornadas de trabalho. Entre eles, estão cinco coordenadores com envolvimento no esquema, além de uma sexta pessoa de fora do Samu que teria tido acesso ao sistema interno com a permissão de um chefe, diz a polícia.

 

No total, houve 52 indiciamentos de 42 pessoas por quatro crimes . Elas devem responder por prevaricação, inserção de dados falsos em sistema de informações, falsidade ideológica e invasão de dispositivo informático.

 

As identidades delas não foram divulgadas pela polícia, mas g1 e RBS TV apuraram que uma delas é Eduardo Elsade, então diretor do departamento de regulação do estado, que preferiu não se manifestar sobre o caso

 

Ao g1 e à RBS TV, a Secretaria Estadual da Saúde divulgou que "todas as medidas legais foram adotadas", como "melhoria de processos de controle com troca de chefias, implantação de novas câmeras de segurança, entre outras ações" (veja, abaixo, a nota na íntegra).

 

O caso foi denunciado em reportagem do Grupo de Investigações da RBS em 2023. A Central do Samu em Porto Alegre é uma das maiores do Brasil – no total, 269 cidades dependem dela. A RBS TV apurou que, em média, a cada 100 horas de trabalho contratadas pelo estado, os médicos especialistas não cumpriam 60, mas recebiam salários integrais. O resultado era demora no atendimento de quem precisava do serviço (saiba mais abaixo).

 

A investigação da Polícia Civil confirmou a demora na prestação dos serviços de regulagem médica, e "descumprimento generalizado de carga horária laboral pelos agentes de saúde".

 

De acordo com o delegado Augusto Zenon, titular da 2ª Delegacia de Combate à Corrupção e responsável pela investigação, houve análises de documentos, interrogatórios, acesso à imagens e a prints de conversas por telefone.




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