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Preso por envolvimento na morte de advogado no Centro do Rio tem nomeações no serviço público desde 2008

A última indicação de Cezar Mondego foi para o Departamento de Patrimônio da Aler. Ele foi substituído no cargo por outro preso por ligação com o crime

Publicada em 06/03/2024 as 05:53h por Por Mariana Queiroz, RJ2
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 (Foto: Reprodução)

Dois dos envolvidos no assassinato do advogado Rodrigo Marinho Crespo, que já estão presos, foram nomeados pro Departamento de Patrimônio da Alerj recentemente. Um deles, Cezar Mondego, tem uma longa carreira no setor público.

 

 

 

 

 

Os três já presos por envolvimento com o crime são:

 

 

Cezar Daniel Mondego de Souza: apontado como responsável por monitorar a vítima no dia do crime e nos dias anteriores. Tinha cargo comissionado com salário de até R$ 6 mil na Alerj e foi preso na terça.

 

Eduardo Sobreira Moreira: também é suspeito de vigiar os passos da vítima até a execução. Está foragido.

 

Leandro Machado da Silva: policial militar que, segundo as investigações, providenciou os carros usados no crime. Entregou-se nesta terça. Também é apontado como segurança de Vinícius Drumond, filho do contraventor Luizinho Drumond. Vinícius nega.

 

A trajetória de Cezar no setor público começou em 2008, quando ele foi nomeado no governo do Estado na gestão de Sérgio Cabral.

 

Quatro anos depois, foi para a Secretaria de Governo. Em 2017, já na gestão de Luiz Fernando Pezão, Mondego foi para a Secretaria Estadual de Saúde.

 

Dois anos depois, Cezar foi nomeado na Assembleia Legislativa do Rio, no Departamento de Patrimônio. O presidente da casa à época era André Ceciliano. O cargo de assistente tinha salário em torno de R$ 6 mil.

 

No ano passado, já na presidência de Rodrigo Bacellar, Mondego foi rebaixado para um cargo de salário de pouco mais de R$ 2 mil.

 

Já Eduardo Sobreira, que se entregou na tarde de terça, teve uma passagem relâmpago pela Alerj. Três dias depois do assassinato do advogado foi nomeado para o Departamento de Patrimônio da Alerj justamente na vaga de Cezar Mondego. Depois da repercussão, a nomeação foi anulada.

 

Segundo as investigações, Cezar Daniel Mondego de Souza estava de campana na manhã de 26 de fevereiro, horas antes da execução do advogado e, segundo a polícia, foi quem avisou a um comparsa que Crespo tinha saído de casa. Ainda no dia do crime, Cezar esteve com um 4º suspeito na Barra da Tijuca (veja no vídeo acima).

 

Após alertar da saída de Crespo, Cezar então encontrou Eduardo Sobreira Moreira, com quem perseguiu o advogado até o local do crime, no Centro da cidade.

 

 

 

 

Alerj não informa quem indicou dupla

 

A Alerj não informou até o momento quem são os padrinhos politicos dos dois suspeitos de envolvimento na morte do advogado. A equipe do RJ2 foi até a assembleia nesta terça, mas não obteve respostas, nem do presidente da casa, Rodrigo Bacellar:

 

 

 

 

Quem são os responsáveis pela indicação deles aqui na casa ?

 

Bacellar: "Olha, na verdade é uma casa que existem milhares de funcionários nomeados. Quem responde, claro, por qualquer nomeação, é o presidente e o primeiro secretário. Ontem, quando fomos informados pela imprensa, devidamente já sabendo que o funcionário [Eduardo Sobreira] não tinha sido nem empossado, eu pedi a exoneração. Não tem responsável. Existe a autonomia de cada departamento da casa [de nomear] e chega a solicitação pra presidência e primeira secretaria, que vai trocar A, B ou C. A casa tem compliance normal, que é feito pelas certidões pedidas, então, só cabe analisar a certidão. Se não tem transito em julgado de alguma decisão contra alguém, a gente nomeia. Uma vez que se torna um fato público e notório que a pessoa incorreu em um crime, nosso papel é exonerar. E foi o que a gente fez.

 

"Sempre deixei muito claro quando cheguei aqui como advogado: pra mim só vale [como critério para rejeitar indicação] o transito em julgado e sentença condenatória. Se responde a crime não foi julgado, ele tem direito a trabalhar. Até no TJ ele tem esse direito, por lei. Entao não me cabe fazer juízo de valor de condenação primaria de quem está respondendo por acusação".

 

RJ2: E os responsáveis por colocarem os dois aqui dentro, o senhor não tem ideia ?

 

Bacellar: "Não tenho ideia. É o departamento patrimônio que pede, solicita: 'Vou trocar o funcionário A, pelo B'. Se passou no compliance, sem problema a gente nomeia.

 

RJ2: Quem é o responsável pelo setor de patrimônio?

 

Bacellar: Não sei nem de cabeça o diretor de patrimônio, te confesso, a casa tem 40 diretorias, cada um responde pelo seu patrimônio. Essa pergunta tem que ser feita para o diretor de Patrimônio.

 

A equipe, então, tentou se dirigir a Diretoria de Patrimônia da Alerj, no 29º Andar da Alerj, mas o acesso não foi liberado.

 

 

 

 

Outro nomeado investigado

 

Essa não é a primeira vez que casos de policia cruzam a Assembleia Legislativa do Rio após nomeações de funcionários. Segundo o Ministerio Público, o miliciano Adriano da Nóbrega fez parte do esquema da "rachadinhas" na Alerj.

 

A ex-mulher e a mãe dele foram assessoras parlamentares na casa, nomeadas pelo então deputado Flavio Bolsonaro.

 

 

 




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