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Funcionárias de creche são indiciadas por tortura após agressões contra bebês em Caxias do Sul, diz polícia

Imagens obtidas pela polícia mostram crianças sendo arrastadas e agredidas com tapas e empurrões. Em dezembro, a escola fechou temporariamente as portas.

Publicada em 29/12/2023 as 07:13h por Por Gustavo Foster, g1 RS e RBS TV
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 (Foto: Reprodução)

A Polícia Civil indiciou quatro funcionárias de uma escola de educação infantil de Caxias do Sul, na Serra do Rio Grande do Sul, foram indiciadas por tortura contra crianças com idades entre 6 meses e 3 anos. Vídeos registrados por câmeras de segurança dentro da creche, e que o g1 teve acesso, mostram crianças sendo arrastadas e agredidas com tapas e empurrões.

 

O inquérito foi aberto em 8 de dezembro, quando ocorreram as denúncias, e remetido ao Judiciário em segredo de Justiça. O nome das pessoas indiciadas não foi divulgado. A escola está fechada. O Ministério Público informou que ainda não recebeu o inquérito policial.

 

A denúncia à Polícia Civil foi feita em 1º de novembro, depois que um pai retirou da escola uma das câmeras de segurança para fazer a manutenção. Ao ver as imagens, o homem teria entregado à polícia três cartões de memória com os vídeos.

 

As supostas agressões foram registradas em uma escola particular que vende vagas à Prefeitura de Caxias. O nome da escola e sua localização não serão divulgadas pela reportagem para preservar a identidade das crianças, em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente.

 

Em nota enviada à RBS TV em novembro, a prefeitura de Caxias do Sul disse que havia 34 crianças matriculadas na escola por meio do sistema de compra de vagas e que essas crianças foram transferidas para outras instituições.

 

A advogada que representa a escola também emitiu nota em que afirma que a investigação é sigilosa e delicada, e que a escola já tomou as providências para afastar as funcionárias e preservar as crianças. A defesa da escola afirma ainda que a instituição está auxiliando nas investigações.

 

Ao jornal Pioneiro, o advogado que representa a proprietária da escola enviou nota em que diz que "a defesa não teve acesso às conclusões do inquérito. A persistir o entendimento preliminar de que a proprietária praticou conduta omissiva, se esta for também a posição do MP numa eventual denúncia, a defesa terá o processo judicial para apresentar todas as provas da inocência. A proprietária da escola agiu quando poderia e deveria agir.”

 

Em dezembro, a escola fechou temporariamente as portas. A decisão de interromper as atividades partiu da proprietária, antes mesmo da Polícia Civil concluir o inquérito.

 

 




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