Denunciado à Justiça pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) por estupro de vulnerável contra o neto de 7 anos, um idoso foi condenado a 16 anos e meio de prisão em regime inicialmente fechado. O abuso sexual foi cometido na cidade de Parobé (Serra Gaúcha) entre janeiro e março deste ano.
No processo consta que o réu, de 61 anos, aproveitou-se de sua proximidade familiar e doméstica com o neto para tocar as partes íntimas da criança. Ele agiu durante momento em que estava sozinho com a vítima. Acabou preso preventivamente no dia 17 de maio.
O MP-RS também ingressou com recurso quanto à absolvição do réu no que se refere a outro neto e, buscou ainda, a ampliação da pena fixada, bem como a inclusão, na sentença, de condenação por danos morais causados à vítima.
Responsável pela acusação, a promotora Sabrina Cabrera Batista Botelho enalteceu a agilidade e eficiência policial na investigação do caso, com a ajuda da mãe do menino: em vez de aceitar uma espécie de “pacto de silêncio” proposto por familiares, a mulher procurou os órgãos oficiais para relatar o abuso e, assim, impedir que prevalecesse a impunudade.
Sabrina ilustrou sua fala com uma citação estatística: “De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, 86,1% dos estupros de vulnerável no ano passado foram cometidos por conhecidos da vítima, sendo que em 64,4% das vezes eram familiares. É, portanto, essencial que os pais permaneçam atentos ao comportamento da criança e confiem no relato dela, buscando auxílio”.