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MP-RS denuncia 17 policiais militares por tortura com torcedores do Brasil de Pelotas

Episódio aconteceu em maio do ano passado em confronto válido pelo Gauchão

Publicada em 25/01/2023 as 06:20h por Correio do Povo
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 (Foto: Correiodoopvo.com.br)

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) denunciou 17 policiais militares por toruta contra 12 torcedores do Brasil de Pelotas. A denúncia foi acolhida por meio da Promotoria de Justiça Militar de Porto Alegre e se refere aos episódios do dia 1° de maio de 2022, quando o Xavante enfrentou o São José, no Passo D'Areia. 

 

Conforme o MP, um dos PMs foi denunciado também por falsificação de documento. Outro, além da tortura e da falsificação de documento, foi acusado por injúria e ameaça. A ação ajuizada nesta terça-feira foi assinada pelos promotores de Justiça Marcos Reichelt Centeno e Anelise Haertel Grehs.

 

De acordo com eles, os policiais militares, que atuaram para controlar um briga, agiram também após a confusão ter sido encerrada. E encurralaram onze torcedores. Neste momento, a tortura se iniciou.

 

"No momento em que alguns torcedores do Brasil de Pelotas retornavam para a respectiva arquibancada, 11 deles foram encurralados por parte do efetivo da Força Tática em uma área localizada no canto do estádio, sem qualquer possibilidade de saída".

 

O 12° torcedor, embora não esteja nominalmente citado na denúncia, é Rai Duarte, que sofreu uma série de lesões graves e ficou hospitalizado por mais de um mês. Ele foi "preso" já dentro do ônibus quando se prepara para retornar para Pelotas.

 

Processo teria durado 40 minutos

 

O MP alega que desde o momento em que foram detidas até o momento em que deixaram o estádio, conduzidas pelos policiais, o que durou mais de 40 minutos, as vítimas sofreram as mais diversas agressões, sendo que os denunciados se revezavam desferindo tapas, socos, chutes e golpes com bastão, "mesmo estando as vítimas subjugadas, sempre algemadas, deitadas ou sentadas e não oferecendo qualquer resistência ou risco aos policiais". 

 

Além das agressões físicas, os denunciados procuravam humilhar as vítimas, chamando-as de “vermes” e “lixo”, além de outras ofensas destinadas a aumentar o sofrimento psicológico.




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