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Níger sofre golpe de estado e exército fecha as fronteiras do país

Rede Télé Sahel mostra o coronel-major Amadou Abdramane, porta-voz do Comitê Nacional para a Salvação do Povo, anunciando o fim do regime

Publicada em 27/07/2023 as 08:31h por Redação O Sul
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 (Foto: Reprodução)

Militares do Níger anunciaram, nessa quarta-feira (26) à noite, a queda do governo do presidente Mohamed Bazoum, em declaração lida por um deles na TV nacional em nome da Guarda Presidencial (GP), conhecida como Comitê Nacional para a Salvação do Povo (CNSP).

“Nós, as forças de defesa e segurança reunidas no seio do CNSP, decidimos pôr fim ao regime”, declarou o coronel-major Amadou Abdramane, ao lado de outros nove oficiais. “Isto se deve à deterioração contínua da situação da segurança e à má governança econômica e social.”

O militar também informou que “todas as instituições” do país estão suspensas e que as fronteiras terrestres e aéreas permanecerão fechadas “até a estabilização da situação”.

“Um toque de recolher foi instaurado em todo o território a partir de hoje [quarta-feira], das 22h às 5h, até segunda ordem”, acrescentou.

A declaração culmina um dia de tensão em Niamei, capital do Níger, no qual a Guarda Presidencial (GP) manteve o chefe de Estado Bazoum retido na residência oficial desde a manhã dessa quarta. O regime descreveu o movimento da GP como um “golpe”, e uma fonte ligada a Bazoum disse à agência de notícias AFP que a intentona golpista estava “destinada ao fracasso”.

O Níger, afetado em diversas partes de seu território pela violência jihadista que se estende pelo Sahel, era comandado pelo presidente Bazoum, eleito democraticamente, que está no poder desde abril de 2021.

A história do enorme país pobre e desértico foi manchada por golpes de Estado desde que conquistou a independência da França em 1960, houve inúmeras tentativas de golpe no país, quatro delas bem-sucedidas – a última em fevereiro de 2010, quando o presidente Mamadou Tandja foi derrubado.

A Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental, a ONU, a União Europeia, a França – que tem presença militar no Níger – e os Estados Unidos condenaram o movimento militar. O secretário de Estado americano, Antony Blinken, pediu a “libertação imediata” de Bazoum e advertiu que a entrega de ajuda financeira americana ao país africano depende da “manutenção da democracia”.

Mais cedo, a Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Cedeao) confirmou a “tentativa de golpe de Estado” e manifestou o seu “espanto e preocupação”, exortando “os autores deste ato a libertarem imediata e incondicionalmente o presidente da República democraticamente eleito”.

A União Africana (UA) condenou a “tentativa de golpe de Estado” e pediu o “retorno imediato e incondicional dos militares traidores aos seus quartéis”. O chefe da diplomacia da UE (União Europeia), Josep Borrell, também manifestou a sua rejeição à ação e disse estar “muito preocupado”, afirmando que o bloco “condena qualquer tentativa de desestabilizar a democracia e ameaçar a estabilização do Níger”. As informações são da agência de notícias AFP.




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