Um novo estudo feito por pesquisadores da Universidade de Copenhague (Dinamarca) e publicado no periódico Nature Communications recalculou um prazo alarmante para o meio ambiente. Os autores acreditam que o sistema de correntes oceânicas que atualmente distribui frio e calor entre a região do Atlântico Norte e os trópicos irá parar completamente em 2060 se os níveis de gases de efeito estufa que emitimos agora permanecerem os mesmos.
A previsão se baseia em observações de sinais de alertas precoces do colapso que as correntes oceânicas exibem à medida que se tornam instáveis. De acordo com os pesquisadores, os primeiros indícios já haviam sido relatados anteriormente por cientistas, mas só agora, com métodos estatísticos mais avançados, foi possível prever um período para o colapso.
O estudo levou em conta dados de temperatura oceânica dos últimos 150 anos. Com isso, foi determinado que a chamada Circulação de Revolvimento Meridional do Atlântico (AMOC, na sigla em inglês) vai falhar entre 2025 e 2095 – sendo que 2037 é o ano mais provável para essa crise. A análise destaca que a taxa de certeza sobre essa ocorrência é de 95%.
A importância da AMOC – A AMOC faz parte de um sistema global de correntes oceânicas. Esses fluxos de água são movidos por mudanças na salinidade e na temperatura dos oceanos, num processo chamado circulação termoalina.
Nas latitudes mais ao norte da Terra, a circulação garante que a água da superfície seja convertida em correntes oceânicas profundas e voltadas para o sul. Esse movimento cria espaço para que mais águas superficiais sejam movidas para o norte a partir das regiões equatoriais. Assim, a circulação termoalina é crítica para manter o clima relativamente ameno da região do Atlântico Norte.