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Ministro do Supremo Alexandre de Moraes exibe vídeo para rebater tese de que não havia violência na tentativa de golpe

Moraes reproduziu o material durante a leitura do seu voto no julgamento que tornou Bolsonaro réu

Publicada em 27/03/2025 as 06:06h por Redação O Sul
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 (Foto: Rosinei Coutinho/STF)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou a mostrar nesta quarta-feira (26), vídeos com imagens da depredação realizada por participantes do ataque à Praça dos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023.

 

 

“Nenhuma Bíblia e nenhum batom é visto nesse momento, mas a depredação é vista”, disse o relator do caso no STF sobre a invasão aos prédios. “Tivemos tentativa de golpe de estado violentíssima”, afirmou.

 

 

Moraes reproduziu o material durante a leitura do seu voto no julgamento que tornou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e sete de seus aliados réus, respondendo criminalmente por tentativa de golpe de Estado.

 

 

Os vídeos mostram sobretudo o confronto pesado com policiais dentro e fora dos prédios públicos. Há cenas de golpistas agredindo agentes da Polícia do Legislativo e atacando um policial montado em um cavalo, ferindo também o animal.

 

 

O ministro descreveu os atos como uma “verdadeira guerra campal” e perguntou: “Se isso não é violência, o que seria?”. Também ressaltou que na maioria das sustentações orais dos advogados dos acusados, as defesas reconheceram a gravidade dos fatos ocorridos no dia 8 de Janeiro. Ele disse ainda que a data foi “uma notícia péssima para todos os brasileiros e para a democracia”, e não “um passeio no parque”.

 

 

No primeiro dia de julgamento, na terça-feira (25), Moraes falou em “desfazer” a narrativa de que a Corte estaria condenando “velhinhas com a Bíblia na mão que estariam passeando pela Praça dos Três Poderes”: “Nada mais mentiroso do que isso”, declarou.

 

 

Na ocasião, o relator também apresentou um perfil etário das pessoas que foram condenadas pelos atos golpistas. Dos 497 condenados, 36 (7%) têm entre 60 e 69 anos e 7 (2%) têm mais de 70 anos. Os 454 restantes (91%) têm até 59 anos.

 

 

Ainda segundo os dados apresentados, 14 dos 43 idosos foram submetidos a penas de um ano, convertidas em serviços comunitários e medidas socioeducativas.

 

 

A Primeira Turma do Supremo formou maioria para tornar o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete réus por tentativa de golpe de Estado em 2022. Os cinco ministros votaram para aceitar a denúncia apresentada pela PGR.

 

 

Os votos foram dos ministros Alexandre de Moraes (relator), Flávio Dino, Luiz Fux e Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia. Agora, os acusados passarão a responder a um processo penal — que pode levar a condenações com penas de prisão.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os réus:

 

 

* Jair Bolsonaro, ex-presidente da República;

 

 

* Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin;

 

 

* Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;

 

 

* Anderson Torres, ex-ministro da Justiça;

 

 

* Augusto Heleno, ex-ministro do GSI;

 

 

* Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência;

 

 

* Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;

 

 

* Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil de Bolsonaro.

 

 

Esses oito nomes compõem o chamado “núcleo crucial” da tentativa de ruptura democrática, segundo a PGR.




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