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Polícia Federal identifica que existem mais joias ligadas a Bolsonaro; dinheiro obtido com venda foi depositado nos EUA

Segundo a investigação, boa parte do montante obtido com a venda ilegal das joias foi depositada em contas dos alvos nos Estados Unidos

Publicada em 14/08/2023 as 07:53h por Redação O Sul
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 (Foto: Alan Santos)

A venda ilegal dos presentes oficiais recebidos pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL) pode ter ultrapassado R$ 1 milhão.

A operação da Polícia Federal (PF), realizada na última sexta-feira (11) identificou a existência de mais joias que foram recebidas pelo ex-presidente e pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro que foram vendidas ilegalmente pelo esquema comandado pelos militares do Exército Mauro Lourena Cid e Mauro Cid , seu filho e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. A ofensiva foi batizada de “Lucas 12:2” em alusão ao versículo da Bíblia que diz: “Não há nada escondido que não venha a ser descoberto, ou oculto que não venha a ser conhecido”.

De acordo com a investigação, boa parte do montante obtido com a venda ilegal das joias foi depositada em contas dos alvos nos Estados Unidos. E, depois, sacada lá mesmo em caixas eletrônicos.

A PF entrou em contato com o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), ligado ao Ministério da Justiça, que já pediu ao Departamento de Justiça americano a quebra do sigilo bancário das contas até o momento identificadas. A Polícia Federal solicitou, ainda, a quebra do sigilo fiscal e bancário do ex-presidente Jair Bolsonaro e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

São pelo menos três contas no BB Americas, subsidiária internacional do Banco do Brasil, na Flórida. A PF também está compartilhando todo teor da investigação com o FBI (em inglês, Federal Bureau of Investigation), a polícia federal americana.

Portanto, Jair Bolsonaro, Mauro Cid (ex-ajudante de ordens) e Mauro Lourena Cid muito provavelmente serão investigados nos Estados Unidos por eventuais crimes financeiros, como lavagem de dinheiro e uso de conta bancária para ocultação de valores.

O FBI deve ir atrás, ainda, também das empresas, lojas e pessoas que compraram as joias para saber se tinham conhecimento da ilicitude da origem dessas peças.

Na última sexta, a PF apreendeu o celular do general da reserva Mauro Cesar Lourena Cid e de Mauro Cid. O aparelho foi desbloqueado e está sendo periciado. Além disso, a PF analisa um HD que estava dentro de uma mala na casa de Lourena Cid.

Wassef nega envolvimento

O advogado Bolsonaro (PL) Frederick Wassef negou que tenha participado do suposto esquema de vendas de presentes valiosos.

Em nota, ele disse que foi acusado falsamente e que as informações são “mentiras, contradições e fora do contexto”. Wassef também declarou que “mais uma vez está sofrendo uma campanha de fake news” e que “jamais participou ou ajudou de qualquer forma qualquer pessoa a realizar nenhuma negociação ou venda”.

A Polícia Federal sustenta, no inquérito, que Wassef embarcou aos EUA em março deste ano e recomprou o Rolex que havia sido vendido pelo coronel Cid.

Para a PF, Cid vendeu o item por US$ 68 mil (cerca de R$ 346 mil pela cotação atual do dólar) em junho do ano passado.

Os investigadores dizem que as provas colhidas apontam que o militar viajou de Miami a Willow Grove, na Pensilvânia, para ir a uma loja de relógios e “efetivou a venda do relógio que integrava o kit ouro branco presenteado ao ex-presidente Jair Bolsonaro”.




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