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Suplemento que promete aumentar os seios viraliza no TikTok

Médicos não acreditam nos efeitos milagrosos do pólen

Publicada em 28/07/2023 as 07:46h por Redação O Sul
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 (Foto: Reprodução)

Um novo suplemento feito com pólen de abelha viralizou no TikTok britânico com a promessa de “aumentar os seios” por apenas R$ 30. Ele pode ser consumido ao ser misturado em bebidas e comidas. Em contrapartida, especialistas alertam que o este produto pode ser perigoso para a saúde.

A influencer Ivey Cross, que bateu a marca de 1,3 milhão de visualizações comentando sobre a aplicação do pólen de abelha na sua rotina, foi uma das porta-vozes dos supostos benefícios. Segundo ela, quando se deu conta já estava utilizando o suplemento por duas ou três semanas quando observou um crescimento nos peitos.

“Há duas noites, fui colocar meu sutiã e sempre o mantenho no mesmo ajuste. Mas dessa vez pensei: “oh, meu Deus, isso está meio apertado”, então tive que afrouxá-lo um pouco”, narra no vídeo.

Para Deanne Jade, psicóloga e diretora do Centro Nacional de Distúrbios Alimentares da Inglaterra, sua principal preocupação é no fato das pessoas realmente acreditarem que esse “efeito milagroso” é verdadeiro.

“Esta “trend” é patética, prejudicial e desonesta, o que mais podemos dizer?”, ressalta a especialista em entrevista ao Daily Mail.

Benefícios do pólen

O pólen de abelha é bastante nutritivo, rico em ferro, cálcio e vitamina C. Além disso, pesquisas apontam que ele apresenta fitoestrógenos, compostos próximos ao estrogênio derivados de plantas, os quais imitam as ações do hormônio do corpo feminino. Porém, existem outras fontes vegetais ricas na substância como brócolis, couve-flor, repolho e couve de Bruxelas, assim como grãos, aveia, arroz, cevada e quinoa e sementes e nozes como linhaça ou amêndoas, que supostamente poderiam oferecer os mesmos benefícios.

Porém, assim como outros especialistas, Sheryl Ross, ginecologista obstetra da Califórnia não existem evidências científicas que apoiem as alegações sobre esse efeito colateral de aumento dos seios pelo uso contínuo do pólen de abelha junto à refeições e bebidas.

Mel de formiga

O mel produzido por formigas australianas é a nova aposta para tratamentos contra algumas infecções causadas por bactérias e fungos. Pesquisadores da Universidade de Sydney, na Austrália, detectaram que os insetos, com nome científico de Camponotus inflatus, são coletores do néctar, que por centenas de anos era utilizado pelas comunidades indígenas para tratar dores de garganta, feridas e úlceras de pele.

As colônias da espécie são formadas por formigas operárias comuns e um grupo especializado de operárias chamadas de repletas. Os animais coletam néctar para guardar em seus abdômens estendidos, o que as deixa com uma coloração acastanhada.

No experimento de laboratório, a equipe de cientistas expuseram diferentes doses do mel a uma variedade de patógenos bacterianos e fúngicos. Assim, foi descoberto que uma mistura de água com 8% de mel tem a capacidade de matar a bactéria Staphylococcus aureus, apontada como uma das principais causas de infecções de pele, que também pode levar a pneumonia ou entrar no sangue, ossos ou articulações.

Já a concentração contendo 16% de mel, consegue matar fungos como o Aspergillus fumigatus e o Cryptococcus deuterrogattii, associados a complicações médicas. Porém, quando comparado a néctares produzidos por abelhas, conhecidos por suas propriedades antimicrobianas, como o chamado de Manuka, o mel de formiga é menos eficaz.

A eficácia do mel de abelha é explicada pela a presença do peróxido de hidrogênio na sua composição, associado pelos estudiosos da área como fonte da sua ação antimicrobiana. Enquanto o mel de formiga produz uma quantidade muito menor muito dessa molécula, o que sugere, segundo o estudo, que existe nele algo de quimicamente único. A equipe espera conseguir identificar e replicar os componentes ativos do mel de formiga para utilização em tratamentos.




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